A Meta anunciou nesta segunda-feira (8) que detectou uma nova campanha de ataques direcionados a usuários do WhatsApp, orquestrada pela NSO Group, empresa israelense fabricante do spyware Pegasus. A gigante da tecnologia já havia obtido uma liminar que proibia a companhia de realizar ataques no aplicativo de mensagens. Agora, a big tech solicita ao tribunal dos Estados Unidos que a declare em desacato por violar a ordem judicial.
Histórico de conflitos e a liminar
A disputa entre a Meta e a NSO Group teve início em 2019, quando a primeira abriu um processo acusando a empresa de usar o WhatsApp para invadir dispositivos de jornalistas, ativistas de direitos humanos, dissidentes políticos e outras figuras. No ano passado, um júri concedeu à Meta uma indenização de US$ 167 milhões, valor posteriormente reduzido para US$ 4 milhões. Além disso, a corte impôs uma proibição permanente para que a NSO Group utilizasse o WhatsApp em suas operações.
Spyware Pegasus e o alvo das acusações
O Pegasus, vendido para governos e empresas de inteligência, tornou-se alvo de polêmicas por supostamente ser usado em campanhas contra indivíduos. A Meta alega que a NSO Group ignora as restrições legais e continua a mirar nos usuários do aplicativo. A nova ofensiva, segundo a empresa, envolve contas vinculadas à fabricante do spyware que tentavam induzir vítimas a clicar em links maliciosos.
Detalhes da nova campanha de phishing
Em comunicado oficial, a Meta informou que identificou um conjunto de contas associadas à NSO Group executando uma operação semelhante a outras de phishing já atribuídas à empresa. Um porta-voz da big tech revelou que o ataque teve como alvo menos de dez usuários, localizados principalmente na Jordânia e no Líbano. Até o momento, não há evidências de que os alvos tenham sido comprometidos.
Silêncio da NSO Group e próximos passos legais
A NSO Group ainda não se pronunciou sobre as acusações. A Meta, por sua vez, espera que a Justiça americana considere a nova investida como uma violação clara da liminar vigente. O caso reacende o debate sobre os limites do uso de spyware e a eficácia das decisões judiciais contra empresas de vigilância que atuam globalmente.
A fabricante do Pegasus enfrenta crescentes questionamentos sobre sua responsabilidade na proteção de dados e na privacidade de usuários ao redor do mundo. Enquanto isso, a Meta reforça seu compromisso de barrar qualquer tentativa de invasão ao WhatsApp, aplicativo com mais de dois bilhões de usuários.



