O Instagram Plus, a versão paga da rede social, já pode ser adquirida no Brasil desde quinta-feira, 4 de junho, por R$ 10 mensais. O novo plano oferece um conjunto de funcionalidades exclusivas que expandem a experiência gratuita, com destaque para a possibilidade de manter stories ativos durante 48 horas — o dobro do período atual. A Meta, dona da plataforma, aposta na diversificação das suas fontes de receita, procurando reduzir a dependência da publicidade tradicional. A assinatura representa um passo significativo na estratégia da empresa de monetizar diretamente os utilizadores.
Stories com 48 horas e entrega prioritária
Os subscritores do Instagram Plus beneficiam de prioridade na entrega dos seus stories, o que aumenta a probabilidade de visualização entre os seguidores. Para além da extensão para 48 horas, o serviço permite criar listas de audiência segmentadas, semelhantes à já conhecida lista de melhores amigos. Desta forma, cada story pode ser direcionado exatamente para o grupo pretendido, conferindo maior controlo ao utilizador. A plataforma inclui ainda uma prévia de visualização anónima, onde o autor não sabe quem viu o conteúdo, e uma função de pesquisa dentro da lista de visualizações, facilitando a localização de pessoas específicas.
Personalização e controlo do perfil
Além das melhorias nos stories, o Instagram Plus oferece opções de personalização do perfil. O assinante pode escolher um ícone personalizado da aplicação a partir de uma seleção disponibilizada pela rede social. Outra novidade é a possibilidade de usar uma fonte personalizada na biografia do perfil. O número máximo de publicações fixadas no perfil aumenta de três para seis, e a assinatura permite ainda publicar conteúdo diretamente no perfil ou nos destaques sem que apareça no feed ou nos stories para os seguidores, garantindo maior discrição.
Meta expande modelo de subscrição para WhatsApp e Facebook
O lançamento do Instagram Plus insere-se numa estratégia mais alargada da Meta. A empresa planeia disponibilizar em breve versões pagas do WhatsApp e do Facebook. No WhatsApp, a subscrição deverá incluir novos recursos de personalização, figurinhas premium e toques personalizados. A diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit, anunciou a novidade no final de maio, e afirmou que, no futuro, as assinaturas poderão ser geridas numa central unificada designada Meta One.
Central Meta One e o precedente europeu
Gleit declarou que a Meta ainda está em fase de testes e aprendizagem com o Meta One, mas que a ferramenta será o local centralizado para reunir subscrições de todas as aplicações do grupo. Em 2023, a empresa já tinha lançado versões pagas e sem anúncios do Facebook e do Instagram na Europa, em resposta à legislação de proteção de dados da União Europeia. Agora, a decisão de expandir as assinaturas para mais países reflete a intenção de reduzir a dependência da receita publicitária. A diversificação de fontes de receita tornou-se uma prioridade clara para a Meta.
Pressão dos investidores e custos com inteligência artificial
A Meta enfrenta uma pressão crescente dos seus investidores devido aos elevados gastos com inteligência artificial. A projeção da companhia é que os investimentos neste setor, especialmente em data centers, atinjam entre US$ 125 biliões e US$ 145 biliões, o equivalente a cerca de R$ 630 biliões a R$ 730 biliões. O lançamento de subscrições como o Instagram Plus pode ajudar a gerar novas receitas para compensar esses custos. A empresa procura equilibrar a necessidade de inovação com a sustentabilidade financeira, e a aposta em serviços pagos é vista como um movimento estratégico para garantir fluxo de caixa adicional.
