A BYD apresentou oficialmente na Europa o novo Dolphin G, um hatch compacto híbrido plug-in desenhado a pensar no mercado europeu, com preço agressivo e autonomia elétrica até 105 km. O modelo entra no segmento dos híbridos plug-in para concorrer diretamente com o Volkswagen Golf, o Renault Clio E-Tech e o Audi A3 TFSI e. Com incentivos, o valor pode chegar a €18.900, posicionando-o como uma opção acessível para quem procura um carro eficiente e com emissões reduzidas. O Dolphin G chega para reforçar a presença da marca chinesa no continente, onde as vendas da BYD mais que duplicaram nos primeiros meses de 2026.
Tecnologia DM-i e desempenho do hatch híbrido
A variante G utiliza a arquitetura DM-i, a mesma dos modelos Atto 2 DM-i e Seal U, que combina um motor 1.5 a gasolina com propulsão elétrica e transmissão e-CVT. O sistema prioriza o motor elétrico na maior parte do tempo, otimizando o consumo de combustível. Nas versões mais completas, a potência chega a 209 cavalos, enquanto a versão de entrada produz 173 cv. Independentemente da configuração, a aceleração dos 0 aos 100 km/h é feita em aproximadamente 8,3 segundos, e a velocidade máxima está limitada a 180 km/h. A transmissão e-CVT garante uma condução suave, sem patinagens ou mudanças bruscas.
Dois níveis de potência para diferentes necessidades
A BYD oferece duas opções de potência para o Dolphin G, permitindo ao comprador escolher entre 173 cv e 209 cv. A variante de entrada é ideal para quem prioriza a eficiência e o custo, enquanto a mais potente proporciona maior desempenho sem grandes penalizações no consumo. O motor a gasolina funciona como gerador e apoio em situações de carga mais exigente, mas o motor elétrico é o principal responsável pela propulsão na maior parte da condução urbana e em autoestrada.
Autonomia elétrica de destaque e espaço generoso
Um dos maiores trunfos do Dolphin G é a capacidade de circular sem consumir gasolina. A versão Active vem equipada com uma bateria de 7,4 kWh, permitindo percorrer cerca de 40 km no modo elétrico. Já as versões Boost, Comfort e Sport recebem um acumulador de 18,3 kWh, com uma autonomia elétrica que pode atingir os 105 km no ciclo WLTP. Quando o depósito de combustível está cheio e a bateria carregada, a autonomia combinada ultrapassa a barreira dos 1.000 quilómetros, um valor comparável ao do recém-lançado BYD Atto 2 DM-i flex no Brasil.
Porta-malas génereo para o segmento B europeu
O compartimento de carga oferece 425 litros de volume, um valor superior ao de muitos concorrentes no segmento B europeu. Com os bancos traseiros rebatidos, a capacidade pode aumentar até 1.225 litros, proporcionando versatilidade para o uso familiar ou para transporte de objetos volumosos. Esta combinação de eficiência elétrica e espaço prático coloca o modelo numa posição única no mercado.
Visualmente, o Dolphin G tem uma identidade prórpia dentro da gama BYD. O hatch mede 4,16 metros de comprimento, cerca de 13 centímetros menos do que o Dolphin elétrico atual. A dianteira exibe faróis mais estreitos, entradas de ar redesenhadas e maçanetas semiexpostas. A coluna traseira escurecida cria o efeito de teto flutuante, já conhecido noutros modelos. No interior, a central multimídia giratória de 12,8 polegadas está presente nas versões mais equipadas, juntamente com carregador por indução, bancos aquecidos, teto panorâmico, sistema de som com oito alto-falantes e a função V2L, que permite utilizar a bateria do carro para alimentar dispositivos externos.
O Dolphin G é o primeiro veículo da BYD projetado especificamente para atender às preferências dos consumidores europeus. A estreia acontece na Alemanha, mercado onde a fabricante chinesa tem crescido acima da média no continente. A presidente executiva da BYD, Stella Li, já confirmou que o modelo será lançado no Brasil ainda este ano, importado da China.



