Faltando menos de uma semana para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, o torneio que começa na próxima quinta-feira (11) com México e África do Sul já tem suas seleções favoritas. França, Espanha, Argentina, Inglaterra e Brasil são os nomes de peso. Mas, como em toda edição, algumas equipes menos badaladas chegam embaladas por bons ciclos de quatro anos e podem surpreender. A imprensa especializada já aponta os principais candidatos a zebras — e a Noruega aparece no topo da lista.
Noruega: o ataque que assusta
Classificada como líder de seu grupo nas Eliminatórias, a seleção norueguesa deixou para trás a tetracampeã Itália, que ficou de fora da Copa pela terceira vez seguida. O comando ofensivo fica com Erling Haaland, artilheiro implacável, e o meia Martin Odegaard, do Arsenal, principal articulador das jogadas. O centroavante Alexander Sorloth, do Atlético de Madrid, completa o trio de frente. Mas a força não está só no ataque: o ala Julian Ryerson, o volante Sander Berge e o ponta Antonio Nusa formam um conjunto equilibrado que pode levar a Noruega a voos altos no Mundial.
Turquia: o retorno após 24 anos
De volta ao torneio depois de mais de duas décadas de ausência, a Turquia superou a repescagem das Eliminatórias da Europa com duas vitórias magras por 1 a 0 sobre Romênia e Kosovo, sob o comando do técnico italiano Vincenzo Montella. O time conta com jovens talentos como Arda Güler, do Real Madrid, e Kenan Yildiz, da Juventus, para liderar o ataque. No meio-campo, a experiência do veterano Hakan Çalhanoglu faz a diferença, enquanto o lateral Ferdi Kadıoglu oferece vigor físico e qualidade nas laterais. Uma combinação que promete equilíbrio e imprevisibilidade.
Japão: invencibilidade contra europeus
Principal representante asiático no ranking da Fifa, na 18ª posição, o Japão de Hajime Moriyasu vem mostrando consistência. A equipe venceu o Brasil no ano passado e, desde 2018, não perde para uma seleção europeia no tempo regulamentar — a última derrota foi para a Bélgica. Apesar dos desfalques importantes no ataque, com lesões de Kaoru Mitoma e Takumi Minamino, o time ainda conta com nomes como Wataru Endo, Daichi Kamada, Takefusa Kubo e Ayase Ueda. Esse núcleo pode levar os japoneses longe na competição.
Costa do Marfim: juventude e moral
Embalada por uma vitória sobre a França em amistoso pré-Copa, a Costa do Marfim chega ao Mundial com um elenco recheado de jovens promessas. Destaque para os pontas Amad Diallo, de 23 anos, e Yan Diomande, de 19, além do centroavante Ange-Yoan Bonny, recém-naturalizado e contratado pela Inter de Milão. Os Elefantes também carregam o peso de terem conquistado a Copa Africana de Nações no início de 2024, vencendo a Nigéria por 2 a 1 na grande final dentro de casa. A confiança está em alta.
Senegal: força defensiva e ataque afiado
Vice-campeão da Copa Africana de Nações no começo deste ano, o Senegal teve um título contestado por decisão judicial que declarou Marrocos campeão, mas dentro de campo a equipe venceu por 1 a 0 na prorrogação com gol de Pape Gueye. O pilar defensivo é Kalidou Koulibaly, ex-Napoli e Chelsea. O meio-campo conta com Idrissa Gueye na saída de bola e Pape Gueye na articulação. No ataque, Sadio Mané, Ismaïla Sarr e Nicolas Jackson são os principais nomes. A experiência e a solidez podem fazer dos senegaleses uma pedra no sapato dos favoritos.
